03/02/12

Mídias na Educação - Sociedade, Cultura e Tecnologia

Conteúdo referente à atividade 3 do curso de Mídias na Educação.
Foi pedido que se fizesse algo diferente além da postagem em blog, resolvi por organizar um vídeo que se encontra no link: http://youtu.be/-eCHBSDeYuo?list=UUyDsEtIiXtA2VabB8h17rZg.

1. Considere as afirmações: 
“A gente pode empregar como sinônimos cibercultura e cultura digital, que seriam nomes para a cultura contemporânea (...)” (LEMOS, PP. 136). 
“Essa separação inicial vai perdendo sentido à medida que o digital vai se entranhando nas coisas as tecnologias digitais vão se naturalizando na vida das pessoas.” (PALACIOS, PP. 253) 
Relacione estas afirmações aos pensamentos de Lúcia Santaella e de Marcelo Tas, discutindo-os. 
Nas duas citações, a de LEMOS e a de PALACIOS, há certa caracterização da cultura digital como algo que se tornou comum (público). Tas afirma que a maior importância não está na ferramenta, mas no fim desta ferramenta. Lúcia Santaella trata mais especificamente de distribuir a cultura em algumas formações, numa divisão em que as culturas por ela definidas, se entremeiam e a cultura digital é a mais vigente; ou seja, todos os autores, se preocupam em tratar o digital como algo que de algum modo vivenciamos e que tem evoluído, fazendo cada vez mais parte das nossas vidas. 
Precisamos então saber utilizar tais ferramentas digitais, de modo que haja alguma produção significativa para o que é desejado e não meramente tê-las como um instrumento de reprodução. 

2. Lemos afirma que “...a cibercultura não é fruto apenas desse desenvolvimento tecnológico, mas de uma confluência entre uma socialibilidade que emergia na década de 1960 e uma posição contrária a alguns discursos hegemônicos da era moderna, a razão, a ciência e a técnica.” (PP. 137). Discuta esta afirmação tendo por base a questão de superestimação e subestimação da tecnologia, vista em Tas e o conceito de mídia de Santaella. 
Para Santaella, a cultura das mídias não se confunde com a cultura de massas ou com a cibercultura, seriam processos de produção, distribuição e consumo comunicacionais. 
Tas, já diz que há aquele que superestima o digital como algo inovador, sobrepondo-o como ferramenta e não se preocupando com o produto final e há aquele que subestima o digital, por ignorá-lo se prendendo ao que já está acostumado. 
Tendo por base os dois autores, a afirmação de LEMOS indica que a cibercultura não emergiu a partir de avanços tecnológicos, ela se expande devido ao interesse por considerável número de indivíduos em um novo modo de comunicação, que queriam trazer para si algo que era ainda pouco conhecido e acessível. Quer dizer, o acesso digital é possível à grande maioria da população. 

3. Palácios considera o filtro de informação como algo necessário e diz dos auxílio que temos, em órgãos jornalísticos – área em que ele atua. Comente este pensamento, relacionando-o a afirmação de que “a internet é uma mídia de acesso e não de difusão” (PP. 259).
É preciso que haja o filtro a partir do momento que qualquer um pode dispor conteúdos na internet, então há uma propagação de conteúdos repetidos, desnecessários, de pouca ou nenhuma qualidade, enganosos e que não são relevantes. Com a internet sendo uma mídia de acesso, uma ferramenta digital, o usuário que conta com o filtro terá a informação selecionada, organizada, e valorizada a partir do momento em que exista maior interesse em determinado conteúdo. Haverá então uma enormidade de conteúdos similares disponíveis e alguns deles se destacarão por diversas razões, entre elas estão características próprias do conteúdo e a visibilidade que se obtém por meio de algum sistema ou browser. 

4. Lemos se refere aos punks da cibernética, citando a fala: ‘olha, aproveite a tecnologia, faça da tecnologia o que você puder, faça dessa tecnologia uma obra de arte, porque só assim você vai poder dominar esse sistema, e não deixar que outros dominem o sistema e você junto’ (PP. 138). Relacione esta fala à metodologia adotada em nossa disciplina. 
A fala de LEMOS refere-se a não temer aventurar-se, é preciso fazer o máximo uso de ferramentas tecnológicas, procurando sempre inovar... não se aprende tão somente com a teoria, a prática, a coragem de arriscar e de inovar, faz com que possamos dominar esse sistema, e então não sermos dominados por outros que o dominarem. 
Na última atividade, já me referenciei ao valor que se agrega às atividades que estão além do ambiente Moodle. Quando nos é proposto tais atividades, certamente alguns de nós iremos nos deparar com algo que nos é novo e que poderá ser utilizado em outras situações, em que disso dependerá a nossa criatividade, a coragem de buscar algo mais. 
Há ainda a oportunidade de ampliarmos as informações que partilhamos entre nós para além do curso e de buscarmos mais informações fora do que é disponibilizado. 

5. Defina os termos hipertexto, não-linear e multilinear. Após criar um verbete com estas definições, identifique o que estamos construindo com o uso de vários serviços de Internet, em nossa disciplina. 
HIPERTEXTO - é o termo que remete a um texto em formato digital, ao qual se agregam outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks, ou simplesmente links. A Web (rede de alcance mundial) é o sistema de hipertexto mais conhecido. 
NÃO-LINEAR - É uma estrutura que não apresenta um único sentido. Estrutura que apresenta múltiplos caminhos e destinos desencadeando em múltiplos finais (as informações não aparecem de forma sequencial: início, meio e fim). 
MULTILINEAR - É uma estrutura que apresenta diversos caminhos, vários segmentos, mas que estão amparados acerca de um mesmo contexto. 
Pensando na disciplina do curso e nas atividades que temos organizado, estamos construído hipertextos de modo multilinear, em que teremos várias opiniões, vários conteúdos, por meio de diversos modos, a respeito de um mesmo contexto que é a própria disciplina.

3 comentários:

  1. Charles
    Santaella, diz que a cultura digital tem a cara de nosso tempo. Marcelo Tas, afirma que todos nós vivemos na cultura digital, que é a nossa cultura.

    A ação da sociedade que dá vida às tecnologias e, ao mesmo tempo, é potencializada pela presença das tecnologias.
    O internauta busca as informações que quiser nas informações que estão disponibilizadas, mas o acesso se dá em face de decisão do receptor, que filtra o que quer acessar.
    Esta passagem do texto de Lemos remete ao que ele afirma com relação à atitude, isto é, a cultura digital é muito mais fruto dessa atitude da sociedade perante os artefatos tecnológicos do que dos artefatos por si mesmos.
    O conjunto das discussões postadas pelos alunos forma uma estrutura hipertextual.

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  2. Charles gostei muito de como respondeu as questões abordadas, utilizando uma linguagem clara e acessivél a todos. Assim como pensam os autores estudos não basta ter o conhecimento e a ferramenta tem que saber utilizá-las, como afirma Lemos vamos dominar o sistema e não deixar que ele nos domine.
    Abraços Joseane

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